3 métodos contraceptivos não hormonais

métodos contraceptivos não hormonais
maio/2022

Os métodos contraceptivos não hormonais são recursos usados para evitar a gravidez sem riscos indesejáveis ligados ao uso de hormônios e com menos efeitos colaterais.

Qualquer pessoa tem o direito de decidir se quer ou não ter filhos, assim como escolher o melhor momento em que isso deve acontecer. Esse é um dos motivos pelos quais os métodos contraceptivos são tão importantes.

Mas, porque escolher métodos contraceptivos não hormonais? Qual a diferença entre eles e os contraceptivos hormonais?

Diferenças entre contraceptivos hormonais e não hormonais

Os contraceptivos não hormonais não recorrem a hormônios, como o próprio nome já diz, além de quase não apresentarem contraindicações. Já os hormonais, que apresentam estrogênio e/ou progesterona em sua composição, possuem uma longa lista de efeito colaterais, assim como contraindicações.

Alguns dos efeitos colaterais dos métodos contraceptivos hormonais, de acordo com o Ministério da Saúde, podem ser:

  • ganho de peso;

  • alterações de humor;

  • dor de cabeça;

  • náuseas e vômitos;

  • mastalgia (dor nas mamas);

  • sangramento intermenstrual;

  • redução da líbido.

Esses métodos também podem causar algumas complicações a longo prazo como acidente vascular cerebral (AVC),ataque cardíaco e até mesmo trombose. Esses riscos podem afetar, principalmente, mulheres que apresentam algum histórico de tabagismo, hipertensão, obesidade ou diabetes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o uso de anticoncepcionais aumenta o risco de câncer de mama, que segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres.

Por esse motivo, é importante ter em mente que os contraceptivos não hormonais são uma ótima opção, já que cumprem sua função evitando vários efeitos colaterais e complicações. Além disso, eles também não causam alterações nas funções hormonais naturais do corpo.

Tipos de métodos contraceptivos não hormonais

São muitas as opções de métodos contraceptivos não hormonais, todos variando em relação ao custo, eficácia e duração. Como:

  • tabelinha;

    DIU de cobre ou de prata;

  • camisinha;

  • diafragma;

  • esponja contraceptiva;

  • capuz cervical;

  • outros

É muito importante ter em mente que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz, então o ideal é conversar com seu ginecologista e aprender sobre cada um desses métodos e ver qual o que melhor pode funcionar para você.

Pensando nisso, separamos alguns desses métodos para você conhecer. Confira 3 métodos contraceptivos não hormonais.

Tabelinha

tabelinha é um método anticoncepcional que se caracteriza pela abstinência periódica.

O problema é que esse método contraceptivo não hormonal requer muita atenção, já que uma mulher deve ter conhecimento e muita certeza sobre o seu ciclo menstrual. Esse método consiste em acompanhar os dias do ciclo e não ter relações sexuais durante o período fértil.

De acordo com o Ministério da Saúde, a probabilidade de engravidar usando esse método é grande, já que muitas mulheres podem apresentar um ciclo menstrual irregular e um período de ovulação bastante variável.

Contudo, ela ainda é um método contraceptivo não hormonal, mas que precisa ser associado a algum outro, já que pode ser bastante falho.

Mas, como podemos calcular o período fértil?

Antes de qualquer coisa é importante ter em mente que cada pessoa deve ter sua própria tabela, já que nenhum ciclo é igual ao outro. Para começar, você deve anotar o primeiro dia da menstruação, sendo ele o primeiro dia do ciclo menstrual.

A partir daí, conte dez dias e então evite as relações sexuais, já que a ovulação costuma ocorrer com catorze dias, mas é necessário colocar uma margem de segurança. Resumindo, você deve evitar ter relações sexuais do 10º dia até o 19º dia do ciclo. Mesmo assim, não dispense o uso de camisinhas durante as relações.

Camisinha 

Esse método contraceptivo não hormonal é o mais tradicional de contracepção, caracterizado por um revestimento de látex, poliuretano ou silicone. É um material bem fino, mas muito resistente, que cobre o pênis durante a relação sexual retendo o esperma e impedindo que ele entre em contato com a vagina.

As camisinhas podem ser tanto masculinas como femininas. São os únicos preservativos que protegem não só contra a gravidez, mas também contra as infecções sexualmente transmissíveis, tais quais:

  • HPV;

  • herpes genital;

  • gonorreia;

  • sífilis;

  • outras.

Por esse motivo, o ideal é que ela seja usada em toda relação sexual.

De acordo com o Ministério da Saúde, se a camisinha for usada corretamente, a taxa de prevenção da gravidez é de e três em cada 100 mulheres, confirmando a eficácia desse método.

DIUs de cobre e prata

Ambos os tipos de DIU são métodos contraceptivos não hormonais, que dificultam a passagem do espermatozoide pelo trato reprodutor feminina.

As únicas diferenças entre o DIU de cobre e o DIU de prata é o material e a durabilidade. Os prós e contras do uso desse método contraceptivo são:

  • Prós: são opções mais em conta, não interrompem a ovulação e têm durabilidade que varia entre 5 e 10 anos, dependendo do tipo escolhido.

  • Contras: pode ocorrer o aumento do sangramento e das cólicas menstruais, geralmente causadas por um leve processo inflamatório no útero.

Contudo, o DIU de prata foi pensado para diminuir esses efeitos colaterais, estabilizando e dificultando a corrosão do cobre (uma vez que ele é revestido desse material).

É valido destacar que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Todos tem sua margem de erro e você pode conversar com seu ginecologista para descobrir qual deles é o melhor para o seu caso.

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